terça-feira, 13 de agosto de 2013

Coletivo da Asa Potiguar visita o acampamento Edivan Pinto na Chapada do Apodi/RN

Nesta terça feira (13) cerca de 60 lideranças que representam as entidades que compõem a ASA Potiguar estiveram visitando o acampamento Edivan Pinto, a delegação é constituída por representações de todo estado do Rio Grande do Norte. Na oportunidade foi realizado um momento de debate no acampamento que propiciou o diálogo entre a caravana e as famílias acampadas.

Inicialmente Neide que representa o Movimento Sem Terra falou da satisfação de receber as entidades no acampamento,“o acampamento Edivan Pinto se configura hoje em um dos maiores acampamento do país”afirmou Neide. Para Paulo Segundo que coordena a ASA Potiguar “essas oportunidades de intercâmbios entre entidades que atuam no campo potiguar em vir visitar o acampamento é uma demonstração de que os agricultores/as que ali estão acampados não estão só nessa luta”. Para Conceição Dantas da Marcha Mundial de Mulheres a ocupação na área em que querem instalar um projeto contraditório é uma forma das mulheres e homens da Chapada do Apodi reafirmarem que a chapada é território da camponesa e do camponês. Nilton Junior que representa a CPT falou da conotação que tem ganhado a luta de resistência ao projeto de irrigação que o DNOCS quer implantar na região, “esse projeto é um contra censo a reforma agrária” afirmou. Já o presidente do STTR de Apodi Edilson Neto aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio que o movimento tem recebido pelas organizações que fazem a ASA Potiguar.

Já são mais de 1200 famílias acampadas na área que reivindicam que as terras que estão sendo desapropriadas para serem entregues ao agro/hidronégocio sirvam para fortalecer a agricultura familiar do município de Apodi. O projeto de irrigação proposto pelo DNOCS é maléfico a região, uma vez que a região da Chapada do Apodi/RN vem se consolidando como uma das experiências mais exitosas de produção de alimentos de forma agroecológica e familiar do nordeste, destacando o arroz, frutas, criação de caprinos, ovinos e bovinos, projetos de piscicultura, além do mel de abelha, maior produtora de maneira orgânica do País. Conforme especialistas, a obra é, ainda, hidricamente inviável, já que a água disponível conseguirá irrigar o monocultivo por no máximo cinco anos, representando o mal uso de R$ 280 milhões (duzentos e oitenta milhões de reais) dos cofres públicos, valor orçado até o momento. 

Fotos: Jerlândio Moreira
Por Agnaldo Fernandes

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